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Caminhada Maria da Penha em Ação

Em 3/12/2018

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher de São Luís, realizou uma caminhada contra a violência doméstica.

Centenas de estudantes de 90 escolas públicas de São Luís participaram da caminhada. Autoridades do Ministério Público do Maranhão, Poder Judiciário, Polícia Militar, Secretaria de Estado da Mulher e da Educação, além de representantes de entidades da sociedade civil, acompanharam o cortejo, que teve início na praça João Lisboa, vindo a encerrar na praça da Casa do Maranhão, na Praia Grande.

Faixas, cartazes e palavras de ordem com manifestações contrárias à violência doméstica contra a mulher foram apresentadas e entoadas pelos participantes.

Idealizada pela promotora de justiça Selma Regina Souza Martins, da 2ª Promotoria de Defesa da Mulher de São Luís, a campanha tem o objetivo de difundir, de forma permanente, o teor da Lei Maria da Penha entre o público estudantil e a sociedade, como forma de prevenir a prática de violência doméstica contra a mulher.

“Estamos com 4.190 medidas protetivas em andamento. É um sinal de que as mulheres estão perdendo o medo de denunciar e estão buscando os seus direitos. É uma prova também de que as instituições e os órgãos de proteção estão em pleno funcionamento”, ressaltou Selma Regina.

Acompanharam a mobilização estudantes dos Centros de Ensino Professor Barjonas Lobão (do bairro Cohatrac), Justino Pereira (Cidade Operária), Sotero dos Reis (Centro) e das Unidades Integradas Jackson Lago (João Paulo) e Japiaçu (Anjo da Guarda), entre outros.

Familiares de Mariana Costa, violentada e assassinada pelo cunhado no ano de 2016, também participaram da mobilização.

Durante o cortejo foi informado que, em 2017, 51 mulheres foram vítimas de feminicídio em todo o Maranhão. Neste ano, 38 mulheres já morreram em todo o estado.

Para Bruno Elisson, 19, estudante do C.E. Justino Pereira, o evento serve para conscientizar as pessoas, principalmente os estudantes, sobre a questão. “É necessário combater este mal, que atinge as mulheres em todos os cantos do Brasil”, alertou.

Opinião semelhante teve Sheila Moraes, 14, do 7º ano da escola U.I Japiaçu, a campanha mobiliza a comunidade estudantil para que este tipo de violência não venha a ocorrer no futuro. “Na nossa escola a mobilização foi grande, com os professores conscientizando os alunos sobre o problema”, completou.

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fonte: ASCOM AMPEM

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